3 dicas para definir a capacidade produtiva de uma serralheria

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Dimensionar a produção de uma serralheria que vai começar a comercializa esquadrias sob medida não é nada fácil, por isso exige o mínimo de planejamento do gestor. Diferente das esquadrias padronizadas, as esquadrias sob medidas possuem medidas diferentes e uma variedade de tipologias.

No meu livro “A arte da gestão nas serralherias e vidraçarias” (publicado pela Editora A4), abordo várias dicas úteis sobre produção para os empresários colocarem em prática no dia a dia e administrarem seu negócio com muito sucesso.

Para ajudar os empresários leitores selecionei três dicas úteis, que avalio importantes para que o empresário possa dimensionar melhor a capacidade produtiva da sua empresa.

DICA 1 – Analise o layout

A produção das esquadrias precisa fluir da melhor maneira possível, para tanto é preciso que o espaço da fábrica seja organizado de forma estratégica e prática. Sendo assim, é importante na hora da elaboração de um layout levar em consideração três aspectos:

1. Definir a quantidade de esquadrias que será produzida determinará o cálculo do número de equipamentos e da área de estoque;
2. Considerar os equipamentos necessários;
3. Estabelecer o tipo de layout, levando em consideração também os processos e os operários.

DICA 2 – Defina a quantidade de operários

Um dos fatores que influenciam o dimensionamento da capacidade produtiva de uma serralheria é o número de operários (mão de obra direta) envolvidos diretamente no processo produtivo dos produtos.

Por exemplo, se em uma empresa tiver 20 operários realizando uma fabricação de esquadrias à razão de 500 kg/mês – então, por operário, a capacidade da fábrica expressa em números de quilos por mês, será de 10.000 kg (20 operários X 500 kg). Como vimos, podemos dimensionar a capacidade produtiva de uma empresa já instalada pelo número de funcionários.

DICA 3 – Determine o tipo e o número de equipamentos

O número de equipamentos usados em uma indústria de esquadrias depende, principalmente, de três aspectos:

1. Capacidade produtiva;
2. Quantidade de turnos (dois ou três);
3. Especificação técnica de cada equipamento.

O que vejo nas indústrias são equipamentos superdimensionados, comprados sem nenhum estudo prévio. Por exemplo, uma serra de corte monocabeça, descendente, semiautomática operada por um operário em um dia de trabalho – em cortes de obras residenciais – tem capacidade de cortar 1.000 kg por dia, sendo assim, quando essa quantidade é multiplicada pelo período de um mês (20 dias úteis) o resultado é igual a 20.000 kg (1.000 kg X 20 dias).

Meu livro “A arte da gestão nas serralherias e vidraçarias”, aborda tudo o que é necessário para se tornar um empresário de sucesso. Esse livro possui uma imensa gama de dicas que lhe serão extremamente úteis.

O livro pode ser adquirido por R$ 39,90 no site www.divergenciasdosaber.com.br.

Prof. Alexandre Araújo
Especialista em Esquadrias de Alumínio, Fachadas Pele de Vidro e Glazing e Revestimento em ACM. Certificado na Espanha em Esquadrias com Sistema de Câmara Europeia. Ex-instrutor do SENAI e CEFET. Mestre em Sistemas de Gestão pela Qualidade Total – Organizações e Estratégia e Pós-graduado em Marketing. Professor Universitário. Consultor e Instrutor do SEBRAE. Analista de T&D da AFEAL. Sócio-fundador do Canal do Serralheiro. Autor de três livros.

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